Testosterona

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Após os 30 anos de idade, o homem apresenta um declínio gradual dos seus níveis plasmáticos de testosterona entre 1 e 2% ao ano. Outros fatores como estresse, trauma, doenças, uso de medicações e uso de anabolizantes indiscriminadamente podem acelerar essas perdas. Sendo assim, todo homem deve ter os seus níveis hormonais dosados após os 30 anos, principalmente na presença de algum sinal associado com o declínio hormonal.

Efeitos Cardiovasculares

Os receptores de androgênios distribuem-se amplamente nos tecidos vasculares, como a aorta, vasculatura periférica e células atriais e ventriculares. Existem mais receptores para a testosterona no músculo cardíaco que em qualquer outro tecido do corpo. A maioria das evidências suporta um possível efeito benéfico da modulação hormonal de andrógenos sobre os lipídeos plasmáticos, com diminuição dos níveis de LDL-colesterol e elevação de HDL-colesterol, prevenindo assim doenças ateroscleróticas (placas que obstruem a passagem de sangue nos vasos, associadas a infartos e acidentes vasculares cerebrais). Além disto, a testosterona tem ação vasodilatadora, facilitando o fluxo sanguíneo em artérias que já apresentam placas ateroscleróticas como as coronárias (do coração) e as cerebrais.

Metabolismo de carboidratos

A terapia de reposição hormonal com testosterona bioidêntica e não-bioidêntica  aumenta a sensibilidade à insulina e melhorar o controle glicêmico. Lembrando que a modulação hormonal com tetestosterona bioidêntica não produz os mesmos efeitos colaterais que a reposição com testosterona não-bioidêntica, portanto mais recomendada.

Função Sexual

A diminuição dos níveis de testosterona está associada a diminuição do interesse sexual, perda de potência da ereção, dificuldades na sua manutenção e diminuição do volume ejaculatório. Um sinal de simples observação é a diminuição da frequência de ereções matinais, aquela ereção involuntária que está presente no momento em que acordamos, o que deve servir de alerta, evitando assim maiores disfunções sexuais.

Cansaço 

A testosterona exerce influências sobre o metabolismo energético do nosso corpo. Deste modo, a sua diminuição pode causar sensação de cansaço, preguiça, fadiga muscular e a percepção de que as tarefas diárias necessitam de um grande esforço para serem concluídas.

Memória e raciocínio

A testosterona apresenta atuação marcante no sistema nervoso central (cérebro), principalmente em regiões relacionadas com a cognição e a concentração. Assim, o declínio hormonal está associado a diminuição na capacidade de aprendizado, dificuldade de concentração e diminuição da memória.

Humor

Diversos estudos mostraram a associação entre depressão e a deficiência de testosterona. A suplementação de testosterona pode aumentar a sensação de bem estar, melhorar o humor e melhorar a maneira como o homem se relaciona com o ambiente em que vive. Existe diversos relatos de casos de pessoas que pararam de utilizar antidepressivos após o início da terapia de modulação hormonal bioidêntica.

Massa Muscular, Gordura Corporal e Massa Óssea

Há anos a testosterona vem sendo utilizada indiscriminadamente por fisioculturistas e atletas de outras modalidades com o objetivo de aumentar a massa muscular e diminuir o percentual de gordura corporal. Estudos científicos têm demonstrado que a modulação com testosterona bioidêntica atua de forma favorável na composição corpórea, facilitando o aumento de massa muscular e diminuindo a gordura corporal, principalmente na região abdominal. Foi observado também um efeito positivo no aumento da massa óssea e na diminuição da suscetibilidade a fraturas.

Sono

O pesquisador Zoran Sekerovic, da Universidade de Montreal mostrou que o declínio hormonal é responsável pela diminuição da qualidade do sono, principalmente na fase de sono profundo, que representa aproximadamente 20% do tempo total de sono e é considerada a fase de reparação do corpo e da mente. Os homens com déficit de testosterona apresentam problemas como insônia e a sensação de que o descanso não foi suficiente para renovar a energias.

Diferentes formas de preparação e aplicação estão disponíveis para o tratamento com testosterona bioidêntica. As formas intramuscular, oral, transdérmicas, sublingual e subcutânea apresentam diferenças em relação a sua farmacodinâmica, farmacocinética, preço e manipulação. A dose utilizada deve ser individualizada, respeitando a individualidade bioquimica de cada pessoa e visando suprir as suas necessidades específicas.

Todo homem deve ter os seus níveis de testosterona verificados e avaliados por um profissional qualificado, pois uma normalização do seu painel hormonal pode trazer diversos benefícios a sua saúde física, saúde mental e vida sexual, obtendo assim, uma melhora expressiva na qualidade de vida.

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Modulação Hormonal Bioidêntica

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