Alzheimer X Remédios Para Dormir

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Provavelmente você conhece uma ou mais pessoas que sofrem de ALZHEIMER. Existem atitudes que você pode incorporar na sua rotina que podem diminuir muito a chance de você desenvolver este tipo de demência.

No meu dia-a-dia como médico, fico espantado com a quantidades de pessoas que se encontram totalmente dependentes de remédios para dormir. Na maioria das vezes são medicamentos da classe dos benzodiazepínicos e seu uso inicialmente eventual, transforma-se rapidamente num uso continuado em que o organismo precisa de doses cada vez maiores para conseguir induzir o indivíduo ao sono. E PIOR! Este sono é de péssima qualidade, pois é extremamente superficial não levando ao famoso sono REM, essencial para uma noite de sono reparadora. 

Quantos são os que dependem de benzodiazepínicos para dormir?

Estima-se que 1,6% da população brasileira, principalmente aqueles acima de 50 anos, são dependentes de alguma medicação da classe dos benzodiazepínicos para conseguir dormir.

Entre os mais utilizados temos:
Alprazolam (Frontal)
Clonazepam (Rivotril)
Clordiazepóxido (Psicosedin)
Diazepam (Dienpax, Diazepam, Valium)
Lorazepam (Lorax, Lorazepam)
Midazolam (Dormonid)
Zolpiden (Stilnox)

Além de diminuir a capacidade de raciocínio e memória, diminuir os reflexos e aumentar o risco de fraturas em idosos, alguns estudos vêm mostrando sua íntima relação com o desenvolvimento de Alzheimer, um tipo de demência que ocasiona a perda da capacidade de memória, orientação, atenção e linguagem.
Um estudo realizado em Quebec (Canada) ACESSE AQUI mostrou que o uso crônico de Benzodiazepínicos, remédios muito utilizados para dormir, aumenta muito o risco de desenvolvimento de Alzheimer. No estudo, pessoas que utilizaram estes medicamentos entre 3 e 6 meses apresentaram um aumento de 31% no risco de desenvolvimento da doença, enquanto os que usaram por mais de 6 meses tiveram um aumento de 84% no risco de Alzheimer. Portanto, antes de ficar dependente deste tipo de medicação, procure realizar mudanças na sua alimentação, pratique atividades físicas, aprenda alguns exercícios de meditação, evite álcool e cafeína.

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